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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Entrevista de emprego: 9 dicas para arrasar

Se dê bem na entrevista de emprego com as dicas de especialistas - e conheça os erros mais comuns cometidos pelos candidatos

por Danilo Rodrigues
Conteúdo do site GLOSS
Getty Images
Uma das principais dicas para se dar bem em uma entrevista é mostrar segurança, auto controle e sinceridade
Foto: Getty Images
1. Deixe a vida pessoal na sala de espera
Para o entrevistador, não interessa saber quantas horas o candidato pegou de trânsito ou se ele precisa da vaga porque tem de ajudar a família no interior. ''Avaliamos não só a competência, mas também o perfil comportamental'', diz a consultora Thais Borodai, da Cia. de Talentos, empresa especializada na seleção de profissionais em início de carreira.

Certa vez, um de seus entrevistados a interrompeu no meio de uma conversa com a frase ''Tenho uma coisa muito importante para falar''. ''Ele disse aquilo de um jeito que me assustou. Achei que o cara estivesse passando mal. E ele só tinha de trocar a Zona Azul do carro! Perdeu a vaga naquele minuto. Se a pessoa não se organiza e interrompe desse jeito um processo importante, pode fazer o mesmo depois de empregada.''

2. Para o que der e vier? Nããão!
Um problema comum entre os recém-formados é não saber em que área quer trabalhar. Mantenha um foco. ''Soa estranho o candidato ter feito publicidade e se inscrever para atividades tão distintas como marketing e webdesign'', diz Lilian Santos, consultora da Catho Online.

3. Não faça amigos, faça entrevistas
Entrevistadores competentes são imunes a mimos. ''Tem gente que traz até presentinho, acredita?!?'', espanta-se Thais. Ou seja, nem tente puxar o saco - vai pegar mal para você.

4. A supersincera Ninguém está falando para mentir, mas talvez omitir. É claro que o salário é importante, mas... ''Não dá para responder à pergunta 'O que você quer fazer na nossa empresa?' com 'Quero ganhar dinheiro''', afirma Beatriz Braga, professora de gestão de pessoas da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP). Também é furada destilar seu veneno contra o emprego atual. Fale só de aspectos positivos de suas experiências para não passar uma imagem de resmungona.

5. Propaganda enganosa
A formação acadêmica da maioria dos consultores de RH é em psicologia, e por isso eles têm o ouvido treinado para ler nas entrelinhas da fala dos entrevistados. Não finja ser algo que não é. ''Em menos de 5 minutos de conversa a mentira fica evidente'', diz Thais.

6. Total descontrole
Alguém que perde a cabeça ou chora em momentos de tensão será imediatamente descartado. É preciso demonstrar autocontrole. Se para você é um problema falar com um estranho, treine a entrevista com as amigas. Na hora em que for para valer, a situação vai parecer um pouco mais familiar.

7. No seu lugar
Ao se candidatar à vaga, veja e reveja os requisitos: conhecimento de algum programa de computador, formação específica. Nem saia de casa se não tiver no currículo o mínimo esperado.

8. Com que roupa eu vou mesmo? Não é raro ver candidatos a estágio de terno e gravata. Thais avisa que o modelito não garante nada. ''Já escolhi pessoas com cabelo verde e maquiagem pesada para vagas mais caretas, só que com a expressa orientação de que elas deveriam ‘voltar ao normal’''. Por precaução, informe-se sobre o modo como os funcionários da sua ''futura empresa'' se vestem.

9 . Aceite as maluquices
Tendências de RH apontam para testes pouco ortodoxos em processos seletivos, como dramatizações, interação forçada ou perguntas desconcertantes - do tipo ''Se você fosse uma árvore, qual seria?''. Beatriz conta que o segredo ''é agir o mais naturalmente possível''. O intuito é justamente testar como a pessoa se sai nessas práticas estranhas.

Como passar na entrevista de emprego


12 dicas de recrutadores para ficar craque nas entrevistas e conquistar a vaga

por Leo Branco
Conteúdo do site SOU MAIS EU!

Candidata apertando a mão de recrutadora
Cuidado: quando alguém fala mal do antigo trabalho, perde a confiança do recrutador
Foto: Getty Images
Duas recrutadoras ensinam como se dar bem na entrevista de emprego. Confira!

Dicas da recrutadora Cristina Barros


1. Vista-se sem exageros
Não contrato quem fala errado nem quem chega com blusa decotada e minissaia. Esses são os erros mais comuns que vi em 17 anos como gerente de recursos humanos. Em cada processo seletivo, uso um critério diferente para contratar. Mas o que nunca muda é a importância da entrevista. Esse é o momento em que conheço realmente um candidato.

2. Só fale da intimidade se for necessário
Sabendo o que o candidato gosta de fazer nas horas livres ou como a família dele é formada, o recrutador pode ter mais garantias de que aquela é a pessoa ideal para a vaga oferecida. Mas, em uma entrevista, só fale sobre isso se o selecionador abrir espaço para esses assuntos. Caso contrário, você passará a impressão de que tem poucos atrativos profissionais para oferecer à empresa e quer abordar aspectos pessoais para convencer os selecionadores de que merece aquele posto de trabalho.

3. Demonstre calma nas respostas
Nada pior do que um candidato que fala antes de o recrutador terminar uma pergunta. Isso demonstra ansiedade. Não contrato pessoas assim porque, em momentos de pressão, elas podem descontar a ansiedade nos colegas. Exemplo: Fiz uma entrevista com dois rapazes juntos. Um deles não parava de atropelar a minha fala e a do outro rapaz. Por mais que o tagarela fosse preparado, contratei o outro, que me pareceu mais equilibrado.

4. Diga que pretende crescer na vida
Para algumas empresas, vale mais treinar um funcionário com nível educacional menor, mas com muita força de vontade, do que contratar alguém com experiência. Já contratei pessoas assim só porque me convenceram de que tinham força de vontade. Exemplo: Dois rapazes de 18 anos, sem experiência e sem nível superior, disseram que queriam trabalhar para começar uma faculdade. Contratei ambos na hora para trabalhar num call center.

5. Preste atenção aos pré-requisitos do emprego
Ao abrir a vaga, o selecionador define que qualidades o candidato deve ter para ser contratado. Reprovo pessoas ótimas porque elas não preenchem essas exigências. Antes de a entrevista começar, os selecionadores costumam falar sobre esses requisitos. Se o recrutador não comentar, pergunte. Assim você já sabe se tem chances ou não. Exemplo: Contratei uma supervisora de call center que precisava ser informal com seus subordinados. A candidata garantiu ter essas características, mas no primeiro mês ela brigou com um funcionário porque ele estava de boné. Como o ambiente era informal, o rapaz estava correto e ela pediu demissão.

6. Desperte a confiança do recrutador na entrevista
Toda empresa tem regras que espelham o que a chefia espera dos funcionários. Quando o candidato respeita essas regras, ele passa confiança ao recrutador, pois o risco de entrar em conflito com os colegas é baixo. Sei quando o candidato tem o perfil da empresa pela maneira como ele se veste e me responde. Exemplo: Já reprovei um candidato com formação superior e cinco anos de experiência porque ele não via diferença entre trabalhar em uma empresa recém-aberta e em outra já estabelecida. Concluí que ele teria dificuldade para se adaptar às exigências da empresa, que era nova e pedia funcionários flexíveis, atributo que ele não tinha.

Dicas da recrutadora Carina Feliciano


7. Fale somente a verdade
A pior atitude de um candidato é mentir na entrevista. Sei quando isso acontece. Basta perguntar sobre a vida pessoal e checar os dados do currículo. Comecei a trabalhar com recrutamento aos 18 anos. Já contratei pessoas de todos os níveis de escolaridade, de corretores a diretores de montadoras de veículos. Só a entrevista me dá a certeza de que aquela é a pessoa certa para a vaga.

8. Memorize o que dizer sobre você
Alguns candidatos acham que a entrevista é terapia. Para um selecionador, isso é sinal de que o candidato tende a trazer problemas pessoais para o ambiente de trabalho, o que pode atrapalhar o rendimento dos demais colegas. Limite-se a dar respostas curtas e objetivas. Exemplo: Isso é comum em mulheres que se separaram. Quando faço perguntas sobre a vida pessoal, elas falam sem parar, contando detalhes, ou choram.

9. Conte só o que você fez de bom
Quando alguém fala mal do antigo trabalho, perde a confiança do recrutador, pois espera-se que ele também fale mal de seus colegas caso seja contratado. Exemplo: Já recebi uma candidata a copeira que se complicou ao explicar por que havia saído do emprego anterior. Ela disse que não gostava da patroa e que até cuspiu no copo dela. A candidata chegou a explicar seus motivos, mas nada justifica o ato, muito menos a sua contratação.

10. Negocie os rumos da sua carreira
Se o candidato tem um nível educacional menor do que o exigido para a vaga, o recrutador pode negociar sua contratação com a direção da empresa caso ele se comprometa a terminar os estudos quando estiver trabalhando. Mas essa situação só ocorre quando o selecionador percebe que o candidato preenche todos os outros pré-requisitos para o trabalho. O canditado também precisa manifestar sua vontade de trabalhar na empresa e de crescer na profissão.

11. Fique atento a novas oportunidades
Às vezes reconhecemos a personalidade de um candidato em uma entrevista e percebemos que ele merece uma vaga diferente da que deseja. Aí tentamos convencê-lo de que ele leva jeito para a nossa sugestão. Exemplo: Certa vez, indiquei um amigo que trabalhava no setor de reclamações de uma indústria para uma vaga de corretor de seguros. Ele achava que não tinha o perfil, pois nunca havia feito uma venda na vida. Mas eu sabia que ele era ágil, tinha soluções rápidas para problemas e estava disposto a aprender coisas novas. Ele foi contratado há dois anos e já recebeu vários prêmios pelas boas vendas.

12. Pesquise sobre a empresa na internet
Entre no site da empresa, leia a história e veja a missão dela antes de conversar com o recrutador. Essas informações são importantes para você saber se tem o perfil ideal para aquela vaga. Isso muda de acordo com a empresa e pode ser o diferencial em um processo seletivo. Exemplo: Até um atendente de call center muda de acordo com a empresa. Em um banco, o perfil desejado é o do jovem que cursa faculdade e não possui experiência anterior. Eles preferem treinar novatos a contratar pessoas com experiência. Em call centers de empresas de vendas ou prestadoras de serviço, os candidatos devem ter experiência (o curso superior não é necessário

Como se dar bem na dinâmica de grupo


Falar muito ou chamar a atenção para si nem sempre é o melhor caminho. Confira as dicas de consultoras de RH para conquistar o emprego

por Roberta Ávila
Conteúdo do site SOU MAIS EU!
Recrutadores
''O erro mais comum é achar que, para levar a vaga, é preciso se mostrar um líder, falar mais e se destacar dos outros concorrentes'', explica a psicóloga Maria Cristina Gattai
Foto: Getty Images

Dinâmica de grupo: o que fazer antes e durante

''O candidato que participa de uma dinâmica deve procurar ser ele mesmo'', recomenda Irina R. Schuchman, psicóloga e consultora de RH da Cia de Talentos. Para Patrícia Pereira, psicóloga e consultora de RH da Catho Online, é muito importante que o candidato tenha bom-senso durante as atividades. Confira abaixo algumas dicas para não dar bola fora ao participar de uma dinâmica:

Antes

. Leia jornais e revistas e inteire-se dos assuntos que estão em destaque.

. Use maquiagem e joias discretas, vá com o cabelo impecável e com um bom sapato.

. Procure saber como os funcionários da empresa se vestem e siga o padrão.

. Caso não consiga obter essa informação, escolha peças discretas e de cores neutras. Usar blazer com saia ou com uma calça de cor sóbria (como preto, cinza, marrom ou bege) é o ideal para as mulheres.

Durante

. Não fale sobre assuntos polêmicos, a não ser que isso seja proposto como atividade.

. Você não está competindo com os demais. Não se preocupe em eliminar os concorrentes.

. Ser a candidata mais falante nem sempre é positivo. O importante é o que você diz.

. Não espere o coordenador da dinâmica chegar perto para começar a falar. Os candidatos são observados de longe também.

. Quem é tímida deve se esforçar para participar das discussões em grupo.

. Não invente uma personagem completamente diferente de você. Ninguém é capaz de fingir por muito tempo. Caso seja contratada, vão exigir que você tenha o mesmo comportamento demonstrado durante a dinâmica.

. Tome iniciativa, mas tenha cuidado para não atropelar ninguém.

. Ao responder às questões propostas, não tente adivinhar o que a empresa prefere. O objetivo é evidenciar o que você pensa.

Exercícios mais comuns nas dinâmicas


. Autoapresentação: é o momento em que os candidatos falam um pouco sobre si com a ajuda de objetos. Podem ser fotos, revistas, cartazes ou objetos pessoais (algo que eles tenham na carteira, por exemplo). É comum a recrutadora distribuir uma palavra e pedir para as pessoas improvisarem sobre aquele tema. A intenção é observar como o candidato fala em público, se é bom de improviso e se tem raciocínio lógico.

. Análise de um caso: o grupo tem de lidar com um desafio, geralmente relacionado com a empresa que oferece a vaga de emprego. A recrutadora observa como os candidatos trabalham em equipe e a capacidade de argumentação de cada um.

. Venda de um produto: a psicóloga propõe que os candidatos vendam um produto (um rádio quebrado, por exemplo). O objetivo é testar a capacidade de persuasão de cada um.


Fonte: Maria Cristina Gattai, 53 anos, psicóloga e professora, São Paulo, SP